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Evite as zonas de conforto

Escrito por Fernando Doege on Aug-31-2007

Vi este vídeo lá no Via6 no perfil do Cabianca. Ele falava algo sobre liderança. Eu queria usar o mesmo vídeo para falar um pouco de zonas de conforto. No vídeo a menina que canta o hino nacional americano acaba esquecendo parte da letra. Naturalmente as pessoas presentes começaram a vaiá-la. Se você estivesse presente, o que você faria para ajudar a garotinha? Provavelmente nada. Poucas pessoas teriam a coragem de enfrentar uma multidão e tentar resolver um problema de outra pessoa. Por que isso ocorre? A resposta mais simples seria porque não é problema meu. Pensando um pouco mais, eu diria que ninguém ousaria sair da sua zona de conforto para ajudar o próximo. Ainda bem que existiu uma pessoa que aceitou o risco e foi ajudar a menina. O vídeo é legal, pois no final, todos estão cantando o hino. Uma coisa que me agrada muito nos americanos é o espírito patriótico que eles possuem. Coisa que raramente se vê aqui na república das bananas.

Voltando à zona de conforto, para sair dela é necessária uma boa dose de risco e como todos sabemos as pessoas são aversas aos riscos. Preferimos sempre a segurança, o que quer isso signifique. Mas fora da zona de conforto é que estão as oportunidades. Ninguém nunca irá bater a sua porta para te oferecer um negócio da China.

Você sabe porque a nossa seleção de vôlei masculino é tantas vezes campeã? Simples. Porque o Bernardinho é mestre em criar zonas de desconforto para seus atletas. Uma vez ele disse em uma palestra que a cada título ganho, o treino da manhã era iniciado uma hora mais cedo. Criar zonas de desconforto na dose certa acaba por motivar a equipe. Esse desconforto mostra para a comissão técnica e para o atleta que já é campeão, o quanto ele está realmente disposto a ganhar o próximo título.

Entendeu agora porque é importante sair das zonas de conforto? Voltando ao nosso vídeo, quantas pessoas poderiam ter ido ajudar a menina, mas não foram por medo de arriscar. Talvez, para a maior parte das pessoas, a recompensa de aparecer nas televisões do mundo inteiro não valeria o risco de se expor às vaias. Tenho certeza que o técnico que foi ajudar a menina nem pensou nisso. Ele como líder de um time, foi lá resolver o problema. Saiu da sua zona de conforto e mostrou atitude ao tentar resolver um problema que não era dele.

Be wise.

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09

O diferencial competitivo de abrir mercado

Escrito por Fernando Doege

Nestes dias onde o mundo corre em uma velocidade enorme e os deadlines de projetos são sempre para ontem eu me pergunto até que ponto ser o primeiro a lançar um produto é realmente uma vantagem competitiva?

Eu sempre fui adepto de abrir mercado. Sempre que lancei algo procurei ser o primeiro, pois esta é uma forma de diferenciação. Claro que é necessário observar sempre a barreira de entrada do mercado que se quer abrir. De que vale a pena ser o primeiro se qualquer um pode copiar seu produto facilmente e vender pela metade do preço? Infelizmente a internet possui uma barreira de entrada muito pequena.

Então como é possível tentar se proteger e “criar” uma barreira de entrada na web para o seu produto? Eu arriscaria dizer que uma das formas de fazer isso é criar massa crítica. O Orkut no Brasil é um exemplo disso.

E se você não é o primeiro a fazer algo qual seria o melhor caminho? Novamente eu arrisco dizer que seria encontrar uma nova forma de abordar o problema. O melhor exemplo para isso seria o Google e o Yahoo. O Yahoo foi o primeiro buscador que conseguiu formar uma massa crítica respeitável. E quando todos pensavam que o mercado de buscadores estava estabilizado apareceu o Google com um sistema de busca revolucionário. Ele não foi o primeiro, mas foi o mais eficiente.

Para resumir a estória, não basta somente ser o primeiro. Você tem que ser o mais eficiente. Tem que ser remarkable como diria o Seth Godin.

Be wise.

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